Lembra-te do dia de sábado para o santificar - Êxodo 20:8

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

TRINDADE - II

- continuação -
ARGUMENTOS TRINITARIANOS CONSIDERADOS

Vamos considerar os argumentos que os trinitarianos lançam mão para defender sua teoria. Eles admitem que a doutrina não está firmada na Bíblia, entretanto, se agarram a toda pequena frase nas Escrituras que possa ser usada de alguma forma para apoiar sua falsa doutrina.

UM TEXTO ESPÚRIO
O único verso na Bíblia que aparenta ensinar a trindade é I João 5:7, ” Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a palavra e o Espírito Santo; e estes três são um.” Geralmente é aceito entre os eruditos que este verso é espúrio, não sendo parte genuína da Bíblia, portanto, sem autoridade. Sendo, pois este verso forjado, já que não consta nos melhores manuscritos, presume-se que o mesmo foi inserido por algum escriba trinitariano durante a Idade Média. Hoje em dia, trinitarianos honestos não usam este verso no ensino de sua doutrina.Quase todas as versões e traduções modernas corretamente omitem as palavras deste verso. (Obs.”O Novo Testamento Grego Analítico”- Barbara & Timothy Friberg, baseado nos antigos códices da Sociedade Bíblica Americana, também omite o verso 7, exposto acima,de I João 5.)
OCORRÊNCIA DE TRÊS PALAVRAS JUNTAS
Um dos principais argumentos usados pelos trinitarianos é o fato de que Deus, Jesus e o Espírito Santo são mencionados juntos em alguns versos. Dizem eles que isso prova a trindade. Isto não é verdade. O fato de que três palavras ocorrem na mesma sentença não é indicação em si mesmo que os fatores ou pessoas mencionadas são iguais ou até necessariamente relacionadas. Eis alguns versos usados por eles:
Mateus 3:16,17 - Batismo de Jesus
João 14:16 - A promessa do Consolador
Mateus 28:19 - A Grande Comissão
2 Coríntios 13:13 - Benção
1 Pedro 1:2º - Os Eleitos

1. Mateus 3:16,17 - Este texto descreve eventos ligados ao batismo de Jesus. Após Jesus ter sido imergido no Rio Jordão, Deus enviou Seu poder, o Espírito, a Jesus e declarou que Ele era Seu Filho. Incluídos neste incidente estão Jesus, Deus e o Espírito de Deus. Isto, entretanto, não prova nem indica a trindade. O Espírito, que é o poder de Deus, desceu como pomba sobre Jesus batizado. Nada há em absoluto neste incidente que mostre que o Espírito é uma pessoa. Nada há aqui que sequer insinue a idéia de que Jesus, Deus e o Espírito são co-iguais e co-eternos. A subordinação do Filho a Seu Pai, além disso, é revelada pelo fato de que o Pai enviou o Espírito enquanto o Filho era quem o recebia. O Pai nos céus era quem falava. O Filho, saído da água, era quem o Pai reconhecera como Filho.

2. João 14:16 - Jesus prometeu Seus discípulos que após Ele haver ascendido aos céus, Ele receberia o Consolador de Seu Pai, e então, enviá-lo-ia para eles. O Pai deu Seu poder a Jesus, por
Sua vez, Cristo deu Seu poder a Seus discípulos. Esta promessa cumpriu-se no dia de Pentecostes (Atos 2:33).Deus, Jesus e o Espírito são mencionados juntos aqui. Este fato, entretanto, não prova, nem insinua a trindade. Deus, Jesus, e o amor de Deus são mencionados juntos em diversos versos. Os mesmos argumentos usados pelos trinitarianos personificaria também o amor de Deus e o transformaria numa pessoa da Divindade. O mesmo se aplicaria à sabedoria de Deus e outros atributos. Os argumentos trinitarianos resultariam em tantas pessoas da Divindade quantos atributos houvessem na natureza Divina: isto é absurdo... O fato de que uma das habilidades ou atributos de Deus é usada em conexão com Deus e Seu Filho não é indicação de que uma trindade de pessoas é por este meio ensinada. O Pai somente é Deus. Jesus é o Filho de Deus, o Espírito Santo é o poder impessoal de Deus.

3. Mateus 28:19 - Neste texto a palavra “nome” no original está no singular; esta palavra não se refere a um nome pessoal: designa simplesmente autoridade. “O Pai” não é o nome pessoal de Deus, é um título, pois Seu nome pessoal é YAHWEH. “O Filho” não é o nome pessoal de nosso Salvador, é também um título, pois Seu nome pessoal é Jesus. O Espírito é o poder de Deus, não é uma pessoa, portanto, não tem um nome pessoal.

Observação:
Note o seguinte:
O Pai - Nome pessoal: YHWH

O Filho - Nome pessoal: JESUS

O Espírito - Nome:?

- Por ser impessoal, o Espírito (poder de Deus) não tem nome próprio, pois quem jamais encontrou referência na Escritura sobre o nome do Espírito ?
- Pode ser dito que as palavras à versão inglesa “Holy Ghost” e Holy Spirit” (Espírito Santo) tem o mesmo significado. Ambas as palavras “ghost” e “spirit” são traduzidas do vocábulo grego “pneuma”, que significa “poder”. Os tradutores não podem ter razão válida para usarem a palavra “ghost” em vez de “spirit”.
Este texto (Mateus 28:19), registrando a Grande comissão evangelística de Cristo, autorizou os discípulos a irem a todo mundo e pregar o Evangelho. É similar a Marcos 16:15,16. No verso anterior a este texto, lemos; ”E chegando-se Jesus, falou-lhes dizendo: É me dado todo o poder no céu e na terra.” (Mt.28:18). A palavra “poder” (Grego: exousia) aqui significa ‘autoridade’. Após ter recebido autoridade divina de Deus, Jesus autorizou Seus discípulos para irem e ensinarem todas as nações. Assim, quando os discípulos foram, ensinaram e batizaram, e eles assim o fizeram através da autoridade de que estavam investidos pelo Pai, que tinha dado toda autoridade para Seu Filho. Desta maneira, assim eles fizeram isso no “nome” ou autoridade recebida do Pai.
Os discípulos foram por todas as partes pregando e ensinando porque Jesus assim os tinha autorizado e instruído, para que assim agissem. Desta maneira, eles trabalharam no “nome” ou autoridade do Filho. O poder de Deus, o Espírito, foi concedido aos discípulos para que se operasse neles mudança de caráter e para que fosse possível a operação de milagres. Através dessas obras miraculosas do Espírito, Cristo estava “cooperando com eles (...) e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram”. (Marcos 16:20). O poder de Deus confirmou Sua mensagem através de milagres, revelando também que eles eram representantes de Deus e Jesus; assim os discípulos foram, ensinaram e batizaram “em nome de” ou com uma autoridade confirmada pela operação do poder de Deus, o Espírito Santo.
A autoridade recebida de Jesus e do Pai e revelada através do poder do Espírito foi uma autoridade divina, portanto, a palavra “nome” ou “autoridade” é singular. Nada há neste verso que ensine a trindade, como também nada que indique que o Espírito é uma pessoa ou que as três formam uma unidade composta de uma só substância e essência.

4. II Coríntios 13:13 - Esta é outra escritura na qual o Pai, Jesus, e o Espírito Santo são mencionados juntamente. Os trinitarianos afirmam que o Pai é sempre o primeiro, o Filho sempre o segundo, e o Espírito sempre o terceiro. Os apóstolos, entretanto, parecem jamais ter ouvido sobre a regra trinitária. Em muitos versos, o assunto da discussão exige que Jesus seja mencionado no texto antes de Deus. Na maioria dos textos do Novo Testamento onde Jesus e o Pai são mencionados juntos, o Espírito não é mencionado de forma alguma. É interessante notar que neste verso Jesus é mencionado primeiro, Deus é mencionado em segundo, e o Espírito em último. Neste verso, Jesus e Deus são representados como pessoas. O Espírito é revelado como o poder de Deus. Paulo não ensinou a trindade nesta bela bênção. Ele orou para que a graça divina, amor e comunhão estivessem com os Coríntios. Ele desejava que estes experimentassem os benefícios da graça de Cristo. Ele também desejava que os crentes de Corinto entrassem nas bençãos resultantes do amor de Deus, assim como, desfrutar da comunhão espiritual com Deus, Seu Filho, e irmãos que é feita possível através da operação do poder de Deus, o Espírito Santo.

IMPORTANTE: Note que Paulo mencionou a comunhão do Espírito Santo, não a comunhão com o Espírito Santo. Os crentes tem comunhão com o Pai e com Seu Filho Jesus Cristo (ver I João 1:3-7) porque o Pai e o Filho são pessoas, ao passo que os crentes não podem ter comunhão com o Espírito, pois este não é uma pessoa. Na verdade, os Cristãos experimentam comunhão do Espírito, mas não com o Espírito.
Portanto, notamos que esta benção de Paulo na realidade não ensina de modo algum a falsa doutrina da trindade.
O fato de que Pedro, Tiago e João são mencionados juntos repetitivamente na Bíblia não indica que eles formam uma trindade. Por que deveria isto ser mais verdade porque Deus, Jesus e o poder de Deus aparecem mencionados no mesmo verso ? Outras Escrituras usadas de modo errôneo no mesmo intuito pelos trinitarianos são:Gn.19:24; Nm.27:18; Sal.51:11; Isa.34:16; 40:13; 48:16; Oséias 1:7; Ageu 2:4-5l; I Cor.12:4-6; I Ped.3:18; Apoc.1:4-6.

FRASES REPETIDAS TRÊS VEZES
Outro grupo de Escrituras nas quais os trinitarianos tentam ler sua doutrina inclue aqueles versos onde uma certa frase é repetida três vezes. Estes textos quando usados erroneamente deste modo, estão relacionados abaixo:
Isaías 6:3 - Santo, Santo, Santo
Apocalipse 4:8 - Santo, Santo, Santo
Números 6:24-26 - O Senhor, o Senhor, o Senhor

1. Isaías 6:3 - O Serafim adora a Deus clamando um ao outro: ”Santo, Santo, Santo, é o Senhor dos Exércitos: a terra toda está cheia de Sua glória.” O fato de que o atributo divino da santidade é repetida três vezes na adoração do Serafim, não indica que alguma referência é feita a três pessoas de uma trindade assentadas sobre um trono. A palavra “Santo” é repetida três vezes para dar ênfase.
*Obs.: Hollenberg & Budde em sua “Gramática Elementar da Língua Hebraica” ensinam que a forma repetida de um adjetivo em Hebraico além de lhe comunicar Ênfase, também serve como superlativo absoluto, passando “Santo, Santo, Santo” a ser entendido como “Santíssimo”.
Repetição para Ênfase é uma prática comum entre os escritores da Bíblia. Note os seguidores exemplos: “Ó terra, terra, terra! Ouve a palavra do Senhor.” (Jer.22:29) Terá Jeremias ensinado uma trindade de terras? Certamente que não.”Ao revés, ao revés, ao revés a porei, e ela não será mais, até que venha aquele a quem pertence de direito, e a ele darei.” (Ezequiel 21:27).
Deus declarou que o reino de Israel seria suspenso e o trono de Davi seria posto ao revés. Este permaneceria em efeito até que o Messias viesse para reinar como rei. Neste texto a palavra “ao revés” é repetida três vezes para Ênfase.

2. Apocalipse 4:8 - Este verso é similar a Isaías 6:3. Aqui os quatro seres viventes “não descansam nem de dia nem de noite, dizendo: “Santo, Santo, Santo” Senhor Deus Todo-Poderoso, que era, e é, e que há de vir.” O contexto deste verso nos mostra que estas palavras foram dirigidas somente ao Pai. Embora seja verdade de que o Filho é Santo e que o poder de Deus é Santo, as palavras de adoração deste texto são endereçadas ao Pai apenas. O Filho não é incluído aqui.
O contexto descreve Deus assentado sobre Seu trono no Céu tendo nas mãos um livro selado com sete selos. (Apoc.5:1). Um anjo forte inquire por alguém que possa vir e abrir o livro (Apoc5:2-4). Finalmente após tornar-se claro que ninguém mais era digno, Jesus é descrito como o Cordeiro que vem e toma o livro da mão direita de Deus (Apoc.5:5-7). Jesus não era aquele que Se assentava sobre o trono, nem parte d’Ele. Aquele que se Assentava no trono não era uma trindade.
Em Apocalipse 4:2-3, notamos que “um” estava assentado sobre o trono. Esta pessoa única era o Pai, o Criador. Era Ele que estava assentado sobre o trono a quem as quatro criaturas viventes adoravam com as palavras: “Santo, Santo, Santo.” Este texto, assim como Isaías 6:3 absolutamente não apóia a falsa doutrina da trindade.

3- Números 6:24-26 - ”O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça o Seu rosto resplandecer sobre ti, e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o Seu rosto, e te dê a paz.” As palavras “o Senhor” são usadas como o sujeito de três sentenças consecutivas. Este fato, entretanto, não é prova que a trindade é indicada. Nesta benção sacerdotal, Aarão referiu-se à apenas uma pessoa, o Senhor Deus de Israel. No verso seguinte, Deus fala de si mesmo, no singular, ”Assim porão o Meu nome sobre os filhos de Israel, e Eu os abençoarei.” (Num6:27)

”Os próprios Judeus severamente ressentem-se da imputação de que suas Escrituras contém alguma prova ou até mesmo intimação da doutrina da trindade ortodoxa, e Jesus e os Judeus nunca diferiram sobre este assunto, ambos mantendo de que Deus é único, e de que esta é a maior verdade revelada para o homem.” (Gifford, Ezra D. “The True God, the true Christ, the true Holy Spirit.- San Diego, Califórnia, 1912, pp.44-45)
*Obs.: Em Números 6:24-26, a palavra traduzida por “Senhor” é o nome próprio de Deus, o Pai Eterno, isto é”Yahweh” o que indica claramente que a passagem refere-se somente a Ele, o que é confirmado no verso 27.

A PALAVRA PLURAL HEBRAICA
A palavra hebraica mais comum e usada para designar Deus no Velho Testamento é ”Elohim”, sendo um substantivo plural. “No princípio, criou Deus o céu e a terra.” (Gen.1:1). “Elohim” não é nome pessoal de Deus; simplesmente refere-se à Sua Divindade, Sua posição em relação às criaturas, significando originalmente “O Forte”. Esta palavra plural hebraica é usada 2470 vezes no Antigo Testamento. É aplicado a homens que exercitam autoridade, a anjos, e para os muitos deuses do paganismo, como também para o único Deus verdadeiro. Quando aplicado ao verdadeiro e único Deus, “Elohim” geralmente é associado com verbos singulares, como também adjetivos e advérbios. Por exemplo, a palavra hebraica para “criou” em Gênesis 1:1 “bara” é singular. Elohim, designando o verdadeiro e único Deus, não indica uma pluralidade de deuses ou pluralidade de pessoas numa substância, isto é: politeísmo / triteísmo ou trinitarianismo.
Se o substantivo plural “Elohim” fizesse referência a uma pluralidade de pessoas ou pluralidade de deuses quando usado em referência ao único Deus verdadeiro, Ele sempre seria identificado por esta palavra plural, pensamos, entretanto, que este não é o caso. A forma singular “Eloah” também é usada em referência a Deus. Isto é especialmente verdade nos Livros Poéticos do Antigo Testamento. Quarenta e uma das quarenta e seis ocorrências de ELOAH, encontram-se no Livro de Jó. Os escritores do Antigo Testamento usaram a palavra Elohim para designar o único Deus verdadeiro, mostrando Sua infinita superioridade em relação às divindades politeístas e indicando Sua singular existência.
A pluralidade de atributos e poderes que o politeísmo distribui entre muitas divindades finitas, pertencem à Pessoa Infinita, o Deus verdadeiro. Divindades pagãs são não-existentes. Adoração, reverência, e sacrifícios prestados a esses deuses são mal-direcionados.O louvor total, obediência, e amor da raça humana pertencem ao único infinito Deus. Este Ser Infinito declarou, “Eu sou o Senhor (Yahweh) teu Deus. Não terás outros deuses diante de mim.” (Ex.20:2,3).
O Plural de majestade - Quando usado em referência ao único Deus verdadeiro, o substantivo plural hebraico Elohim denota majestade, excelência, superioridade. Refere-se à infinita plenitude de Deus e ilimitada grandeza; designa mais pluralidade quantitativa do que numérica, refere-se mais a quanto (intensidade), do que a quantos (quantidade). O uso de substantivos plurais e pronomes em referência à pessoa de Deus é comumente conhecido como “plural de majestade”. Este pensamento é substanciado nas seguintes citações:
Numa nota sobre Gênesis 1:1, Joseph Bryant Rotherham faz as seguintes observações:
”Deveria ser cuidadosamente observado que, embora Elohim seja plural na forma, todavia quando, como aqui, está construído com um verbo no singular, naturalmente é singular em sentido; especialmente por que o “plural de qualidade” ou “excelência” é abundante na língua hebraica em casos onde a referência é inegavelmente a alguma coisa que deve ser compreendida em número singular.” (Rotherham, Joseph Bryant. “The Emphasized Bible”. Londres: H.R. Allenson, 1901. Vol. 1. p. 33)
Louis Berkhof, presidente do seminário Teológico Calvinista, faz a seguinte observação concernente à palavra Elohim:
“O nome raramente ocorre no singular, exceto em poesia. O plural deve ser considerado como intensivo, e, portanto, serve para indicar plenitude de poder.” (Op. cit. p. 48)
O doutor William Smith da Universidade de Londres, um século atrás, foi descrito como o “mais eminente lexicógrafo do mundo de língua Inglesa.” A seguinte afirmação encontra-se no Dicionário Bíblico que o doutor Smith editou:
”A forma plural Elohim tem dado origem a muita discussão. A idéia fantasiosa de que se refere à trindade de pessoas na Divindade, dificilmente encontra agora algum partidário entre eruditos. Ou é o que os gramáticos chamam “plural de majestade” ou então denota a plenitude da força divina, a soma de poderes revelados por Deus. (Smith, William. “A Dictionary of the Bible” Philadelphia: American Baptist Publication Society, 1863, pg. 216).
Embora sendo trinitariano, Dr. Augustus H. Strong mostra que a palavra Elohim frequentemente adquire a significado singular:
”Pensou-se uma vez que o estilo real de linguagem era um costume de um tempo posterior a Moisés. O Faraó não o usa. Em Gênesis 41:41-44, ele diz: “Te tenho posto sobre toda a terra do Egito...eu sou Faraó.” Mas investigações posteriores parecem provar que o plural para Deus foi usado pelos Cananitas antes da ocupação hebraica: o Faraó é chamado “meus deuses” ou “meu deus”, indiferentemente. A palavra “Senhor” é geralmente encontrada no plural no Antigo Testamento. (cf. Gênesis 24:9, 51; 39:19; 40:1). O plural dá expressão ao sentido de temor, significa magnitude ou plenitude. Os hebreus tinham muitas formas plurais, onde deveríamos usar o singular.
Ex: “MÀ-YIM” (água x águas) = água.
“SHAMAYIM” (Céus) = céu. (Op. cit. pp. 318-319)
Strong cita Gustav Friedrich Oehler, “Old Testament Theology”, como chamado Elohim um plural quantitativo, significando grandeza ilimitada. (Ibidem, 318).

PRONOMES PESSOAIS PLURAIS
Existem quatro escrituras no Antigo Testamento onde pronomes pessoais plurais são usados em referência a Deus. Os trinitarianos afirmam que isto ensina sua teoria. Isto não é verdade. De maneira nenhuma estes quatro textos ensinam que existe uma pluralidade de pessoas em Deus. Os quatros textos em questão são os seguintes:
Gênesis 1:26 - Façamos o homem à nossa imagem.
Gênesis 3:22 - O homem é como um de nós.
Gênesis 11:7 - Desçamos e confundamos
Isaías 6:8 - Quem ir por nós?

Os pronomes pessoais plurais nestes versos referem-se a um Deus singular. Isto está claro pelo fato de que pronomes singulares são usados no contexto em referência a Deus. Em Gênesis 1:26, Deus disse, “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança.” No verso seguinte, entretanto, lemos: “E criou Deus o homem à Sua (Dele) imagem; à imagem de Deus os criou; macho e fêmea os criou.”
(*Obs: Note acima os verbos no singular, como também os pronomes.)
Em Isaías 6:8, lemos, ”Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós?” Note que o Senhor disse: “A quem enviarei...?” - Deus falou de si mesmo no singular.
Em todo o restante da Bíblia, exceto estes quatros textos, Deus é designado por pronomes singulares.
Quando falando de si mesmo, Deus diz: “Eu, Meu, Mim.” Quando homens falam à respeito de Deus, dizem: “Ele, dEle, Lhe.” - Caso os pronomes plurais destes textos fizessem referência a uma pluralidade de pessoas dentro de Deus, porque então não é Deus, sempre designado por pronomes plurais? Além do mais, se estes pronomes plurais denotassem realmente pluralidade em Deus, não haveria absolutamente nada que revelasse quantos haveriam naquela pluralidade, se seriam dois, três, dez, ou mesmo mil. Aplicar pluralidade a Deus resultaria em Politeísmo, mas não trinitarianismo.
Estes pronomes plurais, como o substantivo plural ELOHIM, referem-se ao “plural de majestade”. Deus é representado como dizendo: “Façamos” em vez de dizer: “Vou fazer” como uma indicação de Sua glória e grandeza.
O Dr. William Evans, embora trinitariano, escreveu o seguinte:
“Alguns diriam que o “Façamos” em Gênesis 1:26 - “Façamos o homem,” refere-se a Deus consultando Seus anjos, com os quais Ele toma conselho antes de executar algo de importância. Mas, Isaías 40:14, diz: “Com quem tomou conselho?” mostra então, que não é este o caso; e Gênesis 1:27 contradiz esta idéia, pois repete a frase: “ à imagem de Deus”, não à imagem de anjos; também que Deus criou o homem à Sua própria imagem, à imagem de Deus (não anjos) o criou.” O “Façamos” de Gênesis 1:26, portanto, é devidamente compreendido como plural de majestade, como indicando a dignidade e majestade d’Aquele que fala. A tradução apropriada deste verso não deveria ser “Façamos”, mas “Faremos”, indicando mais a linguagem de “resolução” do que de “consulta”.
(Evans, William “The Gospel Doctrines of the Bible” - Chicago: Moody Press, 1939, pg. 27).
- continua -

TRINDADE - III

- continuação -
CONTRA - TRINITARIANISMO

A trindade como mencionamos previamente, é baseada sobre três propostas. É como uma mesa construída sobre três pernas. Caso uma das pernas seja removida, a mesa por inteiro cairá. As três propostas sobre as quais a trindade está construída são:
(1) A unidade composta de Deus.
(2) A divindade do Pai, do Filho e do Espírito.
(3) A personalidade do Pai, do Filho e do Espírito.
Em caso de fracasso em se provar qualquer uma destas três propostas, isto causará o colapso desta falsa teoria.
Para refutar a trindade, portanto, precisa-se estabelecer apenas um dos três fatos verdadeiros seguintes:
(1) A unidade de Deus não é composta.
(2) Jesus não é Deus.
(3) O Espírito não é uma pessoa.

Nas três próximas seções, planejamos considerar estes três fatos.

DEUS - O PAI
Existe apenas uma pessoa que é Deus. Ele é a fonte e o Dominador do universo. Ele é o Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo. A unidade de Deus é simples, não composta.

1 - Um Deus significa uma pessoa - Deus é único. Ele é Individual e Singular, uma unidade, um único Ser. Vejamos agora uma pequena listagem que ensina que Deus é único.
Jesus fez referência à Seu Pai como “o único Deus verdadeiro” (João17:3). Moisés declarou: ”Ouve, ó Israel: O Senhor nosso Deus é um único Senhor.” (Deut. 6:4). Paulo escreveu: ”Para nós há um só Deus, o Pai.” (I Cor. 8:6).

Há um Deus (gr. “heis” - heb. echad”). Deus é singular, só, único, à parte. Ele é o único Deus (gr. “monos” - heb. “bad”). Todos os “outros” estão excluídos. Nada mais há, nenhum outro. Ele é uma pessoa única. Além d’Ele nenhum outro há. Todas estas palavras denotam unidade simples; A respeito da palavra “echad” (único, um) R. H. Judd escreveu:
“Esta palavra hebraica “echad” ocorre aproximadamente quinhentas vezes no Antigo Testamento, e nem um exemplo sequer pode ser produzido onde a palavra em qualquer sentido perde seu valor numérico; nem pode ser negado que esta é à base da qual todos os outros numerais tem ser valor; é verdade que temos tais palavras como “nação”, “grupo”, “assembléia”, mas quando falamos de “uma nação” como contra duas ou mais nações, absolutamente não há alteração do valor numérico do numeral.
(Judd, R. H. “One God: The God of The Ages”. Oregon, Illinois: National Bible Institution, 1949, pp. 28, 30)

Sobre a questão da unidade simples de Deus, citamos o seguinte do famoso Catecismo Racoviano:
“Prova-me que na única essência de Deus há somente uma Pessoa...De princípio já podemos notar que a essência de Deus é única não em tipo, mas em número, pelo que não pode de modo algum conter uma pluralidade de pessoas, já que uma pessoa é nada mais do que uma essência inteligente individual. Então, onde quer que existam três pessoas numéricas, devem ser reconhecidas da mesma maneira, três essências individuais; pois, no mesmo sentido em que é afirmado que há uma essência numérica; também deve ser considerado que há apenas uma pessoa numérica.” (The Racovian Cathecism, Seção III, cap. 1.)

2 - Pronomes Pessoais Singulares - O fato de que pronomes pessoais singulares são usados em referência a Deus é excelente testemunho da unidade Simples de Deus.
”Às dezenas, ás centenas, de fato aos milhares, os pronomes da Bíblia em relação a Deus permanecem como faróis em cada página do Gênesis ao Apocalipse, nos revelando a singularidade pessoal, literal e individual de Deus com uma clareza tal, que nenhum trinitariano, nem qualquer outro argumento pode negar com sucesso. “Eu, Mim, Meu” e “Ele, Dele, Ele mesmo”, “Tu, Ti, Teu”, jamais foi e nunca será corretamente aplicado a mais do que uma personalidade individual; tais palavras levam consigo, uma dignidade e uma certeza que não pode ser expressa nem por um nome (de doutrina) ou de qualquer outro método.” (Judd, R. H. Op. cit. p.32)

3 - Esta única Pessoa é o Pai - O testemunho da Bíblia é que existe uma única Pessoa que é Deus. Quem então é esta Pessoa? Ele é o Pai. Numerosos textos Bíblicos identificam o único Deus como o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Algumas destas Escrituras são as seguintes:

João 17:3 “... a Ti só, por único Deus verdadeiro...”
Romanos 15:6 “...glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor...”
I Cor. 8:6 “...para nós, há um só Deus, o Pai...”
I Cor. 15:24 “...a Deus, o Pai.”
II Cor. 1:3 “...o Deus e Pai de nosso Senhor...”
Efésios 1:17 “...O Deus de nosso Senhor Jesus Cristo...”
Efésios 4:6 “...Um só Deus e Pai de todos...”
I Tess. 3:13 “...Nosso Deus e Pai...”
Tiago 3:9 “...a Deus e Pai...”
II João 3 “...de parte de Deus Pai e do nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai.”

A unidade de Deus não é composta. Um Deus significa uma pessoa. Esta única pessoa é o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.
- continua -

TRINDADE - IV

- continuação -
JESUS NÃO É DEUS
1 - Somente uma única pessoa é Deus - Jesus não é Deus porque há somente uma pessoa que é Deus. Essa pessoa única tem sido identificada com o Pai. Jesus portanto, não pode ser também Deus. Não há outra pessoa que possa ser Deus no mesmo sentido em que o Pai é Deus. “Para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo, e para quem nós vivemos.” (I Cor. 8:6). “Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e por todos, e em todos.” (Efésios 4:6). Jesus é divino, mas não divindade. Ele é o divino Filho de Deus, mas, não é a divindade, o Ser Supremo.

2 - Jesus como mediador não pode ser o próprio Deus - “Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.” (I Tim. 2:5). Jesus é Mediador entre Deus e os homens, portanto, não é Ele o próprio Deus. Se o próprio Jesus fosse Deus e igual a Deus, como os trinitarianos declaram, Ele não estaria numa posição para servir como Mediador; pois como Mediador, alguém deve ser a terceira parte; pois caso Cristo sendo Deus ou igual a Deus, seria uma das duas partes, e não teria condições de ministrar como Mediador entre os dois - Deus e o homem. (Gal. 3:20).
O fato de que Jesus é um Mediador anula a possibilidade de que Ele seja parte de uma trindade. Jesus insistiu que Ele e Seu Pai não são idênticos. Ele e Seu Pai são de personalidades separadas, essência e ser. Ele declarou que Ele e Seu Pai constituem duas testemunhas separadas: ”E na vossa Lei está também escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro. Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai que me enviou.” (João 8:17-18).

3 - Jesus é o Filho de Deus - Jesus em Si mesmo não é Deus, nem parte de um Deus triúno pois Ele é o Filho de Deus. Ele não pode ser Deus e Filho de Deus ao mesmo tempo. O Pai e o Filho não são nem iguais, nem idênticos. O Pai vivia antes do Filho; o Filho recebeu Sua vida do Pai; o Pai é maior do que o Filho. Jesus foi gerado de Seu Pai e nascido de Maria; Ele é o Filho do Deus vivo. O Novo Testamento está repleto de escrituras afirmando que Jesus é o Filho de Deus
.

4 - Deus é o Deus de Jesus - Jesus reconheceu o Pai, o único Deus verdadeiro, como seu Deus. Jesus jamais reivindicou Ele próprio ser Deus; não pretendia ser igual a Deus. Ele sempre se referiu ao Pai como sendo superior a Ele, Seu Deus. Nas seguintes Escrituras, Jesus faz referência ao Pai como Seu Deus, ou Deus é descrito como o Deus de Jesus.

João 20:17 “Meu Deus e vosso Deus”
Apocalipse 3:12 “Meu Deus / meu Deus / meu Deus”
Mateus 27:46 “Deus meu, Deus meu...”
Marcos 15:34 “Deus meu, Deus meu...”
Salmo 22:1 “Deus meu, Deus meu...’’
II Cor. 11:31 “O Deus e Pai de Nosso Senhor...”
Efésios 1:3 “O Deus e Pai de Nosso Senhor...”
Efésios 1:7 “O Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo...”
I Pedro 1:3 “O Deus e Pai de Nosso Senhor...”
Hebreus 1:8-9 “Deus...O Teu Deus Te ungiu...”
Salmo 45:6-7 “Deus...O Teu Deus Te ungiu...”
Apocalipse 1:6 “...para Seu Deus...” (R.S.V.)
II Cor. 1:3 “Deus e Pai de Nosso Senhor...”

5 - Jesus orou ao Seu Deus, o Pai - Jesus revelou que Ele próprio não era Deus, quando orou a Seu Pai como Deus. Caso Jesus fosse igual a Deus, porque orou Ele então a Deus? Os trinitarianos afirmam que Deus, Jesus, e o Espírito todos tem uma mesma inteligência e um propósito; caso Jesus e Deus compartilhassem um propósito, o poder de decisão, pareceria zombaria para uma pessoa de uma trindade orar a uma outra pessoa de uma trindade. Jesus mostrou ser inferior à Seu Pai, e que somente Seu Pai é Deus pelo fato de que Cristo orou para Ele.

Hebreus 5:7-8 - Ofereceu orações a Deus.
Lucas 6:12 - A noite toda em oração a Deus.
Mateus 11:25 - ó Pai, Senhor do céu e da terra.
João 17:1 - Pai, é chegada à hora.
Mateus 26:38,42 - Meu Pai, se é possível...

6 - Jesus é inferior a Deus - Jesus ocupa a mais exaltada posição no universo, junto a Deus. Jesus não é igual à Seu Pai, pois o Pai é maior do que o Filho, e este, por sua vez, é inferior à Seu Pai. Jesus, portanto, não é Deus. Reconhecer este fato, não quer dizer que não estejamos dando a glória devida à Cristo: é simplesmente o reconhecimento da verdadeira relação entre o Pai e Seu Filho. Jesus declarou: “Meu Pai é maior do que Eu.” (João 14:28). Quando Jesus disse; “Eu e o Pai somos um” (João 10:30), Ele não ensinou que Ele e Seu Pai eram um em essência ou ser (como os trinitarianos afirmam) ou um em pessoa (como os Sabelios ensinam). Ele referiu-se à unidade de propósito e perfeita concordância que existe entre Ele próprio e Seu Pai. Jesus orou para que esta mesma unidade tornasse possível entre Seus seguidores. (João 17:11,21-23). Jesus sempre reconheceu que Seu Pai é maior do que Ele. Isto claramente expõe o fato de que Jesus não pode ser parte então, de um Deus triúno.

João 14:28 - O Pai é maior da que Eu.
João 10:29 - Meu Pai...é maior do que todos.
I Cor. 11:3 - A cabeça de Cristo é Deus.
I Cor. 3:23 - Cristo é de Deus.
Mateus 20:23 - Não me pertence dá-lo(...)mas, à Meu Pai.
I Cor. 15:24-28 - O próprio Filho sujeitou-se ao Pai.

Depois de haver sido completada a soberania redentora de Cristo e Deus haja posto todos os inimigos debaixo de Seus pés, Jesus continuará a ser sujeito a Deus. Deus será supremo; será tudo em todos: “Porque todas as coisas sujeitou debaixo de Seus pés. Mas quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas. E quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o Filho mesmo se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.” (I Cor. 15:24-28) Jesus viveu como o Servo de Deus. Ele rendeu perfeita obediência à Seu Pai, sempre fazendo aquilo que agradava a Deus, mostrando assim, que Ele reconhecia ser inferior a Deus.

Zacarias 3:8 - Meu servo, o Renovo.
Mateus 12:18 - Eis aqui o Meu Servo.
Filipenses 2:7-8 - A forma de um Servo.
Hebreus 10:7,9 - Eis aqui venho para fazer a Tua vontade.
João 4:34 - Fazer a vontade d’Aquele que me enviou.
João 5:30 - Busco (...) à vontade do Pai que Me enviou.
João 6:38 - Não para fazer minha própria vontade.
João 8:29 - Eu faço sempre o que Lhe agrada
Lucas 22:42 - Não se faça a minha vontade, mas a Tua.
Romanos 5:19 - Pela obediência de um.

7 - Jesus é inferior a Deus em atributos - O Novo Testamento revela Jesus Cristo como inferior a Deus em atributos. Esta é uma indicação definitiva de que Jesus em si mesmo não é Deus; não é nem igual ou idêntico ao Pai, tão pouco parte de um Deus triúno. Deus é infinito e perfeito em todos os Seus atributos. Em todas estas coisas, Deus é imutável; Sua perfeição infinita não pode nem aumentar, tão pouco diminuir. O que Ele Tem sido, sempre será. Jesus demonstrou Ele mesmo ser inferior a Deus em Seus atributos.
Inferior em conhecimento - Deus é onisciente; é perfeito em conhecimento. “Conhecidas de Deus são todas as Suas obras desde o começo do mundo.” Seus conhecimentos são infinitos, eternos e completos. Jesus, por outro lado, não era onisciente. Jesus “crescia em sabedoria” (Lucas 2:52). Se Jesus era Deus com conhecimento infinito, como poderia Ele ter “crescido em sabedoria”? O conhecimento de Deus é nem adquirido nem derivado: Origina-se com Ele mesmo. “...que conselheiro o ensinou?” (Isaías 40:13). Por outro lado, Jesus recebeu Seu conhecimento de Deus. (João 8:28). O conhecimento de Deus inclue todas as coisas, presentes, passadas, e futuras; Ele conhece todas as coisas. Jesus, por outro lado, era limitado em conhecimento com relação à data de Sua volta. (Marcos 13:32). Jesus não era Deus.
Lucas 2:52 - Jesus crescia em sabedoria.
João 5:19 - O que Ele vê o Pai fazer.
João 8:28 - Como o Pai me ensinou.
Marcos 13:32 - Não sabe a data de Sua volta.
Atos 1:7 - Na autoridade do Pai.

Inferior em poder - Deus é onipotente. Ele é Todo-Poderoso; tem poder infinito. “Com Deus todas as coisas são possíveis.” O poder de Deus originou-se d’Ele próprio. Através de seu poder, Deus executa todas as Suas obras. Jesus por outro lado, não era onipotente. O poder que Cristo exercia quando operava milagres era recebido de Deus. Ele disse: “O Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma.” (João 5:19). O poder que Cristo usa para realizar Sua obra na Igreja hoje, e o qual Ele usará para governar a terra em Seu reino futuro foi recebido de Deus. O poder de Deus originou-se de Si mesmo; Jesus recebeu poder de Deus. Jesus não é Deus.
João 5:19 - O Filho por Si mesmo não pode fazer coisa alguma.
João 5:30 - Eu não posso de Mim mesmo fazer coisa alguma.
João 8:28 - Nada faço por Mim mesmo.

Inferior em vida - Deus sempre existiu. Nunca houve um tempo no qual Deus não existisse. Deus não somente viverá para sempre no futuro, mas também viveu eternamente no passado. A vida de Deus foi sem começo. A vida de Cristo, por outro lado, teve um começo definido; houve um tempo, em que Jesus não existia; Ele viverá por toda eternidade no futuro, mas não viveu por toda a eternidade no passado. Jesus é inferior a Deus, com relação à idade e extensão anterior de vida.
Deus é a fonte de toda a vida. Sua existência derivou-se de nada; Possui vida em Si mesmo. Jesus, ao contrário, recebeu vida de Deus. Se não fosse por Deus, Jesus jamais teria existido; Jesus foi gerado do Pai, Sua vida foi portanto, derivada de Deus. O poder de Deus fez com que Maria concebesse e desse à luz a um filho. Se não fosse pelo santo poder de Deus, Jesus jamais teria nascido. “Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a Sua sombra; pelo que também o Santo que de ti há de nascer será chamado Filho de Deus.” (Lucas 1:35). Jesus disse, “O Pai que vive Me enviou, e Eu vivo pelo Pai.”(João 6:57).
Jesus também recebeu vida ressurreta do Pai. Deus levantou Jesus dos mortos através de Seu poder, o Espírito. (Atos 10:40; 13:30; Rom.10:9). Jesus voluntariamente entregou Sua vida como um sacrifício. Ele tinha autoridade para entregá-la e tornar a tomá-la novamente (João 10:17-18). Jesus não ressurgiu dos mortos por Si mesmo. Ele foi levantado da morte através do poder de Deus, pois Ele é a fonte de toda a vida; Jesus recebeu a vida de Deus, portanto, Jesus não é Deus.

Deus não pode morrer - Deus é imortal, e não pode estar sujeito à morte; sempre foi e será imortal, pois é impossível que Ele morra. Jesus, ao contrário, nasceu mortal, pois é sabido que experimentou a morte. Jesus tinha as características de um homem mortal. Ele experimentou: fome (Mat. 4:2), sede (João 19:28), cansaço (João 4:6), tentação (Mat. 4:1), e sofrimento (Luc.24:46). Jesus morreu (João 19:33 I Cor. 15:3). Deus não pode morrer, mas, Jesus morreu. Jesus não é Deus. Jesus tornou-se imortal quando Deus o levantou da sepultura, assim sendo, recebeu imortalidade de Deus; com isso, sabemos que Jesus jamais pode morrer novamente (Rom. 6:9). Quando Jesus voltar, todos os verdadeiros crentes serão feitos imortais como Ele. (I Cor. 15:52-53 - Filipenses 3:20-21).

8 - Atributos e Posições Divinas recebidas de Deus - Alguns acham que Jesus deve ser Deus porque Ele exerce certa autoridade divina, e revela certos atributos divinos. Exaltado à mão direita de Deus, Jesus recebeu autoridade e poder divinos de Deus. Isto entretanto, não prova que Jesus é igual a Deus, o próprio Deus, nem uma parte de Deus.

O fato que Jesus foi exaltado pelo Pai mostra que Ele é maior que Jesus. O fato de que Jesus recebe posição e obras divinas mostra que Ele é inferior a Deus. Hoje, Jesus tem sido exaltado a mais alta posição no universo, segundo apenas pelo próprio Deus.

Autoridade recebida de Deus - Jesus disse, “Todo o poder (autoridade) me é dado no céu e na terra” (Mat. 28:18). Jesus sempre entendeu que Seu Pai era superior a Ele em autoridade. Ele viveu em perfeita obediência a Deus. Após Sua ressurreição, Jesus recebeu autoridade divina de Deus. A autoridade de Deus é derivada do nada; é originária do próprio Deus. Deus é maior do que Jesus; Jesus é inferior à Deus; Jesus não é Deus.

Reinado recebido de Deus - Jesus é designado Rei dos Reis. Deus sempre tem sido designado Rei do universo; Jesus recebeu Sua autoridade real de Deus. A base do reinado de Cristo é o fato de que Ele é o Filho de Davi (Lucas 1:31- 33) e também o Filho de Deus (Salmo 2:6-9 e Daniel :14). Jesus não tornou-se Filho de Davi e Filho de Deus até que tivesse nascido de Maria.

Obra de Julgamento - Deus autorizou Jesus a ser o juiz da humanidade. Deus entregou o julgamento à Seu Filho. Deus julgará a humanidade através da obra de Cristo, o juiz. Jesus recebeu esta posição e obra de Deus. (João 5:22,27 - Atos 10:42; - 17:31). O fato de que Jesus recebeu esta prerrogativa de Seu Pai, indica que o Pai é superior a Ele. Jesus não é Deus.

Sua presença Invisível - Embora Jesus esteja nos céus, Ele pode estar presente em todos os lugares com Seus seguidores. Ele disse: “Eis que Eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.” (Mat. 28:20). Jesus pode fazer isso através do poder de Deus, o Espírito. Jesus recebeu este poder de Deus. (João 15:26) (Atos 2:33). Durante Seu ministério terrestre? Jesus pode curar o servo do centurião (Mat. 8:5-13) mesmo estando o servo doente a uma grande distância daquele lugar que Se encontrava. Ele também podia conhecer o que havia no coração do homem. Jesus podia fazer essas coisas, não porque Ele é parte de um Deus triúno, mas, porque Deus O revestiu de poder para executar essas obras.

9 - Quatro argumentos trinitarianos considerados - Os trinitarianos objetam o fato de que Jesus não é Deus. Os quatros mais importantes argumentos que eles costumam ensinar que Jesus é o próprio Deus são:

(1) Atributos divinos são atribuídos a Cristo;
(2) Prerrogativas divinas são atribuídas a Cristo;
(3) Certas escrituras atestam que Jesus era a imagem ou plenitude de Deus; (4) Dá-se o título de “Deus” a Jesus em certas Escrituras.

Já consideramos o primeiro argumento e observamos que Jesus era inferior a Deus em atributos de conhecimento, poder e vida durante Seu ministério terrestre: Ele era dependente de Deus em todas as coisas. Em vez se provar que Jesus é Deus, seus atributos provam que não.
O segundo argumento também já foi considerado. O fato de que Jesus exerceu ou exercerá certa autoridade divina e executará obras divinas (Rei, Juiz, etc.) não indica que Jesus é Deus, ao contrário, notamos que Jesus recebeu todas essas posições e obras de Deus, mostrando que Ele é inferior a Deus.

O terceiro argumento usado pelos trinitarianos contra a verdade de que Jesus não é Deus, é o fato de que algumas Escrituras atestam que Jesus é a imagem de Deus. Estas Escrituras são as seguintes:
Filipenses 2:6 - Sendo em forma de Deus.
Colossenses 1:19 - N’Ele habita toda a plenitude.
Colossenses 2:9 - N’Ele habita toda a plenitude da divindade.
II Cor. 4:4 - Cristo, que é a imagem de Deus.
Hebreus 1:3 - A expressa imagem da Sua pessoa.
João 12:45 - Quem me vê a mim, vê aquele que me enviou.
João 14:9 - Quem me vê a mim, vê ao Pai.

Estas Escrituras não ensinam que Jesus é Deus. Não indicam também que Jesus é parte de uma trindade. A palavra “imagem” significa “semelhança” ou “caráter impressionado”. Jesus era a semelhança moral de Deus. Seu caráter refletia os atributos de morais de Deus - santidade, retidão, justiça, amor, misericórdia, amabilidade, verdade, fidelidade. Jesus é Divino. Ele é semelhante a Deus em caráter e conduta. Jesus propriamente não era Deus; Ele refletia o caráter de Deus em Sua vida perfeita.

O quarto argumento usado pelos trinitarianos é que Jesus é chamado pelo título de “Deus” em algumas Escrituras. As três principais Escrituras são: João 20:28; Tito 2:13; Hebreus 1:8. Este argumento é respondido pelo fato de que a palavra de “Deus” (Heb. ’ELOHIM’ / Gr. ’THEOS’) às vezes é aplicado a homens e anjos na Bíblia. Quando usada no sentido secundário, a palavra ”Deus” indica alguém que é ’representante’ d’Aquele que é o verdadeiro e supremo Deus. O termo Deus é empregado nas Escrituras principalmente em dois sentidos. O primeiro destes é quando designa Aquele que governa e preside sobre todas as coisas no céu e na terra, que é reconhecido como Superior a todas as coisas...Neste sentido as Escrituras afirmam que Deus é um. O último sentido é quando designa um ser que recebeu do primeiro (o Deus único) algum tipo de autoridade superior ou no céu ou sobre a terra entre os homens, ou poder superior com relação a todas as coisas humanas, ou autoridade para impor julgamento sobre outros homens, sendo dessa maneira, e nesse sentido considerado como um participante da Divindade do Deus único. (The Recovian Cathecism. Seção 3 Cap.I).

Moisés foi designado por Deus como “Deus” em relação à Aarão (Ex. 4:16) e com relação à Faraó (Ex.7:1). Moisés foi chamado Deus (ELOHIM), mas ele não era o único supremo Deus, nem parte de uma trindade. Moisés foi o representante de Deus. Juízes, representantes humanos do único Deus verdadeiro, são desginados como Deus. Em Êxodo 22:28 a palavra “deuses” refere-se a Juízes humanos; *apesar de termos “Juízes”, no original encontramos ”ELOHIM” (deuses). Em Êxodo 21:6; 22:8-9; e em I Samuel 2:25, a palavra “Juízes” é traduzido do Hebraico ’ELHOIM’ ou Deus. Salmo 97:7 é citado em Hebreus 1:6. Os “anjos” de Hebreus 1:6, são “deuses” no Salmo 97:7. Anjos são representantes de Deus, mas, não Ele próprio. Os Israelitas foram chamados “deuses” no Salmo 82:6-7. Jesus citou este verso para mostrar este fato. “Respondeu-lhes Jesus: Não está escrito na vossa Lei: Eu disse: Sois deuses? Pois , se a Lei chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (e a escritura não pode ser anulada). Aquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, voz dizeis: Blasfemas; porque disse: Sou Filho de Deus? (João 10:34-36).

O fato de que a palavra Deus é usada no sentido secundário com um representante de Deus em Hebreus 1:8 é mostrado no versículo seguinte. Em Hebreus 1:9 o “único Deus verdadeiro” (João 17:3) é descrito como sendo o Deus do Filho! “Amaste a justiça, e aborreceste a iniquidade; por isso Deus, o teu Deus te ungiu com óleo de alegria mais do que a teus companheiros.” (Hebreus 1:8-9 é uma citação de Salmo 45:6-7). Jesus não é o próprio Deus; também não é parte de uma trindade. Jesus é o Filho de Deus.
- continua -

TRINDADE - V

- continuação -
O ESPÍRITO SANTO NÃO É UMA PESSOA
O Espírito Santo não é uma pessoa distinta do Pai e do Filho. O Espírito Santo é impessoal, não é portanto, parte de nenhuma trindade. É sim, a energia divina através da qual, Deus realiza Suas obras.

1 - O Espírito é o Poder de Deus - O Espírito não é uma pessoa distinta do Pai e do Filho porque é o poder de Deus. O Espírito Santo é o poder impessoal de Deus. Cada obra que Deus executa, é através de Seu poder, ou espírito, que é traduzido do hebraico ‘ruach’ e ‘neshamah’e da palavra grega ‘pneuma’. Pneuma nas escrituras gregas, é ruach nas Escrituras hebraicas. Espírito significa, ar, respirar, poder, animação, e manifestação do poder de alguém. O Espírito de Deus é o poder de Deus.

2 - A palavra “Espírito” é neutra - O Espírito não é uma personalidade porque a palavra grega “pneuma”, traduzido Espírito, é neutra, em gênero. Artigos e pronomes referentes a essa palavra também são neutros. (*ref.”o Novo Testamento Grego-analítico).

3 - Símbolos Impessoais - O poder impessoal de Deus, o Espírito Santo, é designado na Bíblia por símbolos impessoais. Alguns desses são: vento (João 3:8 / Atos 2:2), fogo (Mat. 3:11), água (João 7:37-39), óleo (Sal. 45:7 / Isa. 61:1), selo (Ef. 1:13), pomba (Mat. 3:16), lâmpadas (Apoc. 4:5), e fôlego.

4 - Características Impessoais - As características impessoais do Espírito revelam-no como o poder de Deus e não como uma personalidade. O Espírito é mencionado como sendo “derramado” (Isa. 32:15 / 44:3 / Joel 2:28 / Atos 2:17 / 10:45), “espargido, vertido” (Tito 3:5-6), assoprado (João 20:22), e enchendo pessoas (Atos 2:2-4) e (Ef. 5:18). Jesus foi ungido com este poder (Atos 10:38); Homens foram batizados nele (Mat. 3:11; Atos 1:5; I Cor. 12:13) e beberam dele (I Cor. 12:13); é comparado ao vento que sopra (João 3:8). O Espírito Santo, é portanto, impessoal. *Perguntamos: Qual Ser físico que pode ser: derramado, espargido, vertido, assoprado? O Espírito não é uma pessoa.

5 - Sem um nome pessoal - O Espírito demonstra-se impessoal pelo fato dele não possuir nenhum nome pessoal. Deus é uma pessoa: Seu Nome é”Yahweh”; Nosso Salvador é uma pessoa: Seu Nome é Jesus. *Qual é o nome do Espírito? O Espírito não é uma pessoa, não tem nome pessoal. Se o Espírito é uma pessoa, porque ele não tem um nome pessoal? A palavra “nome” de Mateus 28:19 não se refere a um nome pessoal. A palavra “nome” neste verso significa “autoridade” ou “como representante de”. O Espírito não é uma personalidade.

6 - Nenhuma prece dirigida - ”O Espírito Santo não é uma pessoa, porque em toda a Bíblia não há sequer uma oração ou canção de louvor, ou exclamação a ele endereçada. Nem há um preceito sequer que autorize dentro da Bíblia tal oração ou hino de louvor.” (Gilfford. Op. cit. p.172). Miles Grant escreveu:
Outro fato importante que é digno de nota, é que em nenhum lugar nas Escrituras somos nós ensinados a amar, honrar, ou louvar o Espírito Santo, ou a orar por sua assistência. Por que não, se é uma pessoa, como o Pai e o Filho? (Grant, Miles. “Positive Theology” - Boston: Advent Christian Publications Society, p. 287).
O Espírito não é mencionado nos hinos de adoração no Apocalipse: (Apoc. 5:13 / 7:10). Se o Espírito é uma terceira pessoa de uma trindade, por que é omitida a referência a ele?

7 - Não incluído nas Saudações Apostólicas - O poder de Deus, o Espírito, geralmente não é mencionado juntamente com Deus e Jesus nos cumprimentos e saudações Apostólicas nas Epístolas Neo-Testamentárias. O Espírito não é mencionado em nenhuma das saudações das Epístolas de Paulo (Rom. 1:7; I Cor. 1:3; II Cor. 1:2; Gal. 1:3; Ef. 1:2; Filip. 1:2; Col. 1:2; I Tess. 1:1; IITess. 1:2; I Tim. 1:2; II Tim. 1:2; Tito 1:4; Filemom 3.)
Deus e Jesus são mencionados juntos repetidamente, mas raramente é o Espírito mencionado com eles. Note também as palavras de abertura das epístolas escritas pelos outros escritores. (Tiago 1:1; II Pedro 1:2; I João 1:3; II João 3; Judas 1). Todos estes mencionam Deus e Jesus, mas não o Espírito. O Espírito é mencionado em I Pedro 1:2 mas não como pessoa: *O apóstolo simplesmente afirma que o poder manifesto de Deus, o Espírito, é o agente que santifica os eleitos. Notar-se-á também que o Espírito não é incluído em maioria das doxologias e bençãos. Uma passagem na qual o Espírito é mencionado, (II Cor. 13:13) já foi considerada.
”A questão repete-se novamente. Por que não há “graça” solicitada do Espírito Santo de Deus, se é uma pessoa? Caso houvesse uma junta de três pessoas, e não houvesse menção de terceira, mas, somente das outras duas em todos os relatórios, não teria a terceira ocasião para se sentir por demais desprezada? Se Paulo sabia de uma “terceira pessoa” de quem a graça deveria ser recebida, porque não solicitou ele por isso, à seu favor, em conexão com o Pai e Seu Filho? (Ibid. p. 288)

8 - Não mencionado como estando entronado ou reinando - A Bíblia representa a Deus o Pai, sentado sobre Seu Trono e Jesus assentado à Sua mão direita. O Pai e o Filho são ligados no julgamento e na redenção. O reino vindouro é o reino de Deus e de Seu Cristo. Não há menção alguma do Espírito como sendo uma pessoa ou como um assentado um trono.

9 - Não relacionado com o Pai como uma pessoa para a outra: A relação do Espírito com o Pai não é aquela de uma pessoa para outra. A relação do Espírito com o Pai é aquela de um poder para com uma pessoa. O Espírito é o poder de Deus. O poder de Deus não é mais uma pessoa distinta de Si mesmo, mais do que o amor e sabedoria de Deus o são; *Isto é, se considerarmos o Espírito de Deus com pessoa, também deveremos considerar outros atributos de Deus como sabedoria e amor como pessoas, igualmente.
O Pai e o Filho são pessoas, mas o Espírito não é uma pessoa.
O Pai diz: “Tu” ao Filho e o Filho diz: “Tu” ao Pai, mas, nenhum deles diz “Tu” ao Espírito. O Pai ama o Filho, e o Filho ama ao Pai, mas nenhum dEles é mencionado “amando o Espírito”. O Espírito nunca foi denominado “o terceiro” ou “a terceira pessoa” em qualquer maneira. Além do mais, o Pai nunca é chamado “a primeira pessoa” e o Filho nunca é chamado “a segunda pessoa”.

10 - Objeções consideradas - Os trinitarianos afirmam, baseados em Atos 5:3-4 e II Cor. 3:17, que o Espírito é Deus. Eles insistem que desde que o Espírito está diretamente identificado com Deus, o Espírito deve ser Deus e uma personalidade distinta. Nada há nestes dois versos para garantir tal afirmação. Meramente porque a Bíblia afirma que “Deus é amor” (I João 4:8,16) ninguém está autorizado a dizer que o amor é uma personalidade distinta do Pai e um membro de uma trindade. O Espírito é o poder de Deus. A obra do Espírito é a obra de Deus e Seu Filho. Quando alguém é cheio do Espírito, ele está cheio com o poder de Deus e Cristo. O fruto do Espírito é o resultado da obra de Cristo na vida do crente através de Seu poder. Quando a Bíblia descreve o Espírito como falando (Apoc. 2:7), está se fazendo referência à obra de Deus falando através de Seu poder. Quando o Espírito é descrito como fazendo intercessão (Rom. 8:26-27), refere-se à intercessão que Cristo, Nosso Sumo Sacerdote faz por nós através de Seu poder. (Rom. 8:34 / Heb. 7:25). Jesus é o Nosso único intercessor; Ele é o Nosso mediador. Quando Ananias mentiu ao Espírito Santo, ele mentiu para Deus que operava através daquele santo poder. Quando o homem “entristece” o Santo Espírito de Deus (Ef. 4:30), ele entristece ao próprio Deus que opera através de Seu Santo Espírito. O Espírito é descrito como eterno e Santo porque Deus é eterno e Santo. Quando, o Espírito, o poder de Deus, é representado como tendo certas características e desempenhando certas obras, a referência é feita ao único Deus eterno que tem estas características e faz estas obras.

11 - Pronomes Masculinos do Grego: Nenhuma prova de personalidade - Nosso Senhor prometeu a Seus discípulos que após Ele ter ascendido aos céus Ele lhes enviaria o poder de Deus, o Espírito Santo. Através deste poder, Jesus continuaria Sua obra com e nos Discípulos. O poder foi chamado o “Consolador”, “Paráclito”, “Advogado” ou “Auxiliador”, porque Jesus pretendia trabalhar através daquele poder em favor dos crentes.

RESUMO
Palavra hebraica “RUACH” ou “NESHAMAH” e grega “PNEUMA” que significa: ar, fôlego, vento, poder, animação e manifestação de um poder.

SÍMBOLO IMPESSOAL
VENTO = João 3:8 e Atos 2:2; FOGO = Mateus 3:11 e Atos 2:3; ÁGUA = João 7:37-39; ÓLEO = Salmo 45:7 e Isaías 61:1; SELO = Efésios 1:13; POMBA = Mateus 3:16; LÂMPADA = Apocalipse 4:5

CARACTERÍSTICA IMPESSOAL
DERRAMADO = Isaías 32:15 e 44:3, Joel 2:28, Atos 2:17, Atos 10:45 e Tito 3:5-6; SOPRADO = João 20:22; ENCHENDO AS PESSOAS = Atos 2:2-4 e Efésios 5:18; BATIZADOS NELE = Mateus 3:11 e Atos 1:5; BEBERAM DELE = I Coríntios 12:13

NÃO É LEMBRADO EM ALGUNS MOMENTOS IMPORTANTES
ADORAÇÃO = Apocalipse 5:13 e Apocalipse 7:10; ORAÇÃO DE JESUS = João 17:1-3; FINAL DO MILÊNIO = I Coríntios 15:24

TUDO QUE TEM CARACTERÍSTICA PESSOAL É UMA PESSOA?
FALA
= Apocalipse 2:7; INTERCEDE = Romanos 8:26-27; AJUDA / AUXILIA = João 14:16, 26

Com base nisso apresento uma nova pessoa:
AMOR = I Coríntios 13:4-7

QUEM É O PAI DE JESUS – DEUS OU O ESPÍRITO SANTO?
Lucas 1:35

DEUS TEM CORPO
Êxodo 33:20-23

JESUS TEM CORPO
Lucas 24:36-40

ESPÍRITO NÃO TEM CORPO
Lucas 24: 39
- continua -

TRINDADE - VI

- continuação -
IMPORTANTE:
Era o próprio Jesus que seria o próprio “Advogado” ou “Paráclito”, o qual segundo João 14:26 seria enviado posteriormente. Podemos verificar isso através de I João 2:1, onde encontramos Jesus Cristo como Advogado, em grego “Paráclito”. Foi o próprio Jesus que prometeu estar com os discípulos e os crentes através das eras, sempre, até a consumação dos séculos (Mat. 28:20), e também seria sua fonte de conforto e auxílio. Jesus disse: “Não vos deixarei órfãos: voltarei para vós” (João 14:18). A obra do Espírito de Cristo como Confortador, advogado e auxiliador não era senão a obra do próprio Cristo como confortador, Advogado, e Auxiliador através daquele poder divino.

A palavra grega para Confortador “Parákletos” é masculina em gênero. (João 14:16; 17:26; 15:26; 16:7-8,13-
15). Portanto, os tradutores usaram pronomes masculinos para se referir ao poder de Deus nesta porção de João, muito embora aquele próprio poder fosse neutro e impessoal. O poder impessoal de Deus foi indicado por uma palavra masculina “Confortador” porque ia ser usado pela pessoa, Jesus Cristo.
Jesus é uma pessoa, mas o poder, o Espírito Santo, através do qual Ele operava era impessoal. O uso de pronomes masculinos nestes versos citados não são indicações de personalidade.
“Espírito em grego é um substantivo neutro e sempre representado por pronomes neutros naquele idioma. O Confortador em grego é masculino e portanto, é representado por pronomes masculinos. Mas, isto nada prova com respeito à personalidade. Porque o uso de pronomes masculinos no grego não é prova de personalidade. O grego, diferentemente do Inglês usa pronomes masculinos e femininos com referência a coisas e qualidades, bem com a pessoas. Em grego, um campo é masculino, uma cidade é feminino, dor é feminino, vinho é feminino, mas vinha é masculino, vento é masculino, prata é masculino, mas uma moeda de prata é neutro, um número é masculino, um escudo é feminino, etc. Do começo ao fim do léxico de substantivos gregos. Não é prova em absoluto de personalidade que um objeto seja masculino ou feminino em grego. Um substantivo neutro, entretanto, nunca é usado em grego para denotar uma pessoa, exceto no caso de um diminutivo, como uma criança, uma pessoa demente, ou uma pessoa considerada não como uma pessoa, mas sim, como a um objeto. Portanto, já que o Espírito é sempre neutro em grego, não pode ser uma pessoa, e jamais pode-se fazer referência ao Espírito por ele, lhe, quem, mas, sempre por pronomes neutros. (Gifford, Op. cit. 170-172)

A Sabedoria em Provérbios é personificada como sendo ela. Isto entretanto, não é referência de que a sabedoria seja uma mulher ou uma pessoa. Não significa que seja parte de um Deus triúno. O fato de que o Confortador é chamado “ele / dele” não indica que é uma personalidade. Várias versões e traduções do Novo Testamento usam pronomes neutros em vez de masculinos em João 14:16,17,26.

Entre estas versões, estão: “The New Testament: An American Translation” - Edgar J. Goodspeed; J. B. Rotherham, “The Emphasized Bible”, e Wilson, “The Emphatic Diaglott”. Miles Grant afirma que os três manuscritos mais antigos do Novo Testamento, o Sinaítico, o Alexandrino, e Vaticano, usam pronomes neutros em vez de masculinos em João 14. (Op. cit. 290-293).

**Gostaríamos que algum dos muitos trinitarianos sinceros pudesse responder às perguntas que se seguem com o intuito de esclarecermos, e revelar definitivamente a farsa que envolve a doutrina da trindade, que é uma sombra que ainda paira sobre muitas seitas denominadas cristãs. Esta sombra de Babilônia, é também parte de seu vinho de prostituição o qual ela tem dado a beber todas as nações da terra.

1) Sendo I João 5:7 um texto espúrio, com sinceridade, devem os trinitarianos usá-lo para defender sua doutrina?

2) O Pai é uma pessoa. Seu nome é YAHWEH ou JEOVÁ. O Filho é uma pessoa. Seu nome é JESUS CRISTO. Qual é o nome do Espírito? Não tem nome? Então é impessoal!

3) A quem reconheceu Jesus Cristo como único Deus verdadeiro, a Ele mesmo, ou à Seu Pai? (João 17:3)

4) Já após Sua ascensão e glória, quando da visão de João da Ilha de Patmos, como Jesus referiu-se à Seu Pai? (Apoc. 3:12).

5) Cristo admitiu que nada podia senão pelo Pai: (João 5:19 / 5:30 / 8:28). Como se explica isso? Jesus sendo Deus não seria autosuficiente, completo em Si mesmo?

6) Como explicam os trinitarianos o texto de I Cor. 8:6? “Para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo, e para quem nós vivemos.” Obs: Jesus nunca foi chamado de Pai, mas, sim de Filho.

7) Por que não há oração dirigida ao Espírito Santo, e os apóstolos raramente costumavam citá-lo em suas saudações e doxologias de suas epístolas?

8) Em Apoc. 22:1 encontramos já na Nova Terra, os tronos do Pai e do Cordeiro (Jesus / João 1:36); Se Jesus é Deus por que deve Ele ter um trono separado do Pai? E o Espírito Santo...onde está seu trono, já que ele faz parte da “trindade”?

9) Sabendo-se que a “trindade” é uma refinada heresia que se infiltrou na Igreja nos primeiros séculos, através do paganismo de Constantino, deliberadamente continuariam à propagar uma dose a mais do vinho de Babilônia?

NOTA: O presente estudo foi traduzido da obra: ”SYSTEMATIC THEOLOGY” de Alva G. Huffer - 1976.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O NOME DE JESUS

1. "NOVA LUZ" SOBRE O NOME DE JESUS
Há algum tempo atrás, ficamos sabendo sobre uma “nova luz” acerca do verdadeiro nome do nosso Salvador. De acordo com esta nova compreensão, para nos referirmos ao Salvador não devemos utilizar o nome "Jesus", mas sim a forma original hebraica Yeshua (no hebraico צשי) ou a forma mais arcaica Yehôshua (do hebraico צשרהי), comum no período anterior ao exílio babilônico. Os defensores desta nova luz argumentam que a forma latina Iesus ou Jesus é resultado de uma das muitas adulterações da Vulgata (tradução da Bíblia para o latim feito por Jerônimo no final do século V). Jerônimo teria concebido esta variação do nome do Salvador através da combinação de nomes da mitologia pagã. O nome “Jesus” seria a combinação de J (do deus romano Júpiter) e ESUS (um dos deuses da mitologia Celta).
Outro argumento contra o nome “Jesus” é que ao tomarmos a versão latina Iesus e dividirmos o nome em duas partes "Ie" e "Sus", traduzindo separadamente cada parte para o hebraico teremos uma blasfêmia. Em hebraico Ie significa “Deus” e Sus significa “Cavalo”. Portanto, ao nos referirmos ao Salvador usando o nome "Jesus", cuja raiz é Iesus, na realidade estaríamos chamando nosso Salvador de “Deus Cavalo” o que seria uma terrível blasfêmia. Segundo os defensores desta nova luz, quando alguém chama o Salvador de “Jesus” está cumprindo a profecia de Isaías 52:5: “... e o meu nome é blasfemado incessantemente todo dia”.

2. IMPACTOS DESTA "NOVA LUZ" NA CONGREGAÇÃO
Após receber esta “nova luz”, muitos irmãos desta congregação se sentiram culpados por ter blasfemado o nome do Salvador durante tanto tempo. Decidiram, então, mudar de atitude e jamais blasfemar novamente chamando o querido Salvador de "Deus Cavalo", ou seja, "Jesus".

O primeiro impacto prático da "nova luz" foi sentido no término de cada oração. Os irmãos não mais terminavam suas orações pedindo em “nome de Jesus”, mas sim em nome de Cristo ou em nome do Salvador. Alguns mais desinibidos arriscavam orar em nome de Yeshua. Como esta última forma soava como “em nome de Exu”, a preferência foi dada à forma arcaica Yehôshua. Os que ainda não estavam inteiramente convencidos da nova luz obviamente não oravam em nome de Yehôshua, mas para não escandalizar os demais irmãos, evitavam orar em nome de Jesus.

O segundo impacto foi sentido na área da música. No momento da escolha dos hinos, os que mencionavam o nome "Jesus" eram evitados e quando não era possível evitar, alguns membros da congregação substituíam a menção do nome "Jesus" pelo original "Yeshua", "Yehôshua" ou "Cristo". Houve sugestões para que fosse confeccionado um hinário especial substituindo o nome "Jesus" por suas variantes em hebraico.
Para saber qual seria o terceiro e grande impacto prático desta “nova luz” sobre a congregação imagine-se ministrando o estudo bíblico sobre a Bíblia para um interessado. Neste estudo, que em geral é o primeiro da série, você diz que a Bíblia é a Palavra de Deus e, portanto, o fundamento de todas as doutrinas defendidas pelos irmãos. Você também garante ao interessado que todos os assuntos estudados daquele momento em diante terão base bíblica. Imagine-se agora explicando ao seu aluno que o verdadeiro nome do Salvador não é "Jesus", mas sim "Yeshua". Ele certamente perguntará: “Mas então por que na Bíblia está escrito Jesus?” Neste momento você responde que isso foi uma das muitas adulterações feitas por Jerônimo. Certamente o aluno seria desestimulado de continuar a série de estudos. Afinal de contas, vale à pena estudar doutrinas que foram fundadas em base tão arenosa, com milhares de adulterações? Se a Bíblia sofreu milhares de adulterações, como podemos fundamentar nossas doutrinas sobre ela?

O terceiro e grande impacto desta “nova luz” seria inevitavelmente imprimir uma nova Bíblia substituindo esta adulteração de Jerônimo pelo nome original em hebraico do Salvador. Mas considerando que esta não foi à única adulteração de Jerônimo, que tal se antes da impressão da “Nova Bíblia” fosse feita uma revisão completa na Palavra de Deus e fossem retiradas todas as suas adulterações (ou pelo menos boa parte delas)? Quem sabe alguns evangelhos apócrifos que foram injustamente omitidos pelos pais da igreja católica pudessem ser incluídos... O que você acha dessa idéia? Que tal uma nova Bíblia?

3. O ARGUMENTO MITOLÓGICO E O “DEUS CAVALO”
Segundo esta “nova luz”, o nome Jesus é uma composição de dois nomes de deuses da mitologia pagã: “J” (de Júpiter, um deus Romano) e “Esus” (um deus da mitologia Celta). Jerônimo teria feito esta composição para agradar os pagãos e trazê-los para o cristianismo. Mas uma análise mais profunda sobre esta argumentação demonstrará que ela não tem o mínimo fundamento.

Primeiro, há pouco registro na literatura da mitologia sobre o deus celta Esus e não há qualquer evidência de que ele fosse conhecido no império Romano. Os deuses mais conhecidos eram os deuses da mitologia grega e romana, não os da mitologia celta.

Segundo, por que o J significa Júpiter? Por que não Juno, filha de Saturno e irmã de Júpiter? Por que o J não significaria Jacinto, um jovem de rara beleza que amou e foi amado por Apolo? Por que o J não é de Jumata, deus da mitologia Fino-Húngara, que era o Deus do Céu e do Trovão? Enfim, por que o J de Jesus é o mesmo J de Júpiter e não das outras dezenas ou centenas de personagens e deuses mitológicos que começam com a letra J? Outra questão relevante: Por que dissociar a letra J da letra E? Por que usar na composição do nome Jesus um deus desconhecido dos romanos (Esus)?

Terceiro, a lista de deuses e personagens mitológicos é imensa. Dada qualquer sílaba, não é difícil encontrar personagens da mitologia cujo nome inicia com esta sílaba. Vamos citar alguns exemplos compondo alguns nomes próprios através da primeira sílaba do nome de alguns deuses e personagens mitológicos :
Mário = MAR (Marte, deus romano da Guerra) + IO (Io, Sacerdotisa de Juno)
Kelli = KEL (Kelpi, espírito dos Rios na mitologia escocesa) + LI (Licasto, cruel filho de Marte que vivia na Líbia)
Maria = MAR (Marduk, Deus supremo de Babilônia) + IA (Ia, uma das filhas de Atlas)
Luis = LU (Lúcifer, estrela matutina, filha de Júpiter) + IS (Ísis, deusa egípcia, esposa de Osiris)
Silvia = SIL (Silvano, filho de Saturno, Deus das Florestas) + VIA (Viales, divindade que presidia as estradas)
Nelson = NEL (Neleu, filho de Netuno) + SON (Sono, filho de Érebo que habita numa sombria caverna rodeado de Sonhos, que são divindades infernais com asas de morcego)
Ricardo = RI (Richs, na mitologia Hindu, é um dos seres de uma santidade perfeita que redigiram os Vedas, livros sagrados dos Hindus, sob a revelação divina de Brahma, deus criador dos Hindus) + CAR (Carvatis, sobrenome de Júpiter) + DO (Domitio, deus que os pagãos invocavam nos casamentos, para que a noiva fosse uma zelosa dona de casa).
Perceba que há inúmeras possibilidades de compor nomes próprios usando a primeira sílaba de deuses e personagens mitológicos. Mas quando tentamos encontrar uma combinação para o nome “Jesus”, encontramos problemas na segunda sílaba "sus", pois não há nenhum deus ou personagem mitológico que comece com "sus". Portanto, para dar certa a combinação, dividiram de propósito às sílabas do nome Jesus da seguinte forma: j-esus. Claramente uma manobra premeditada para associar o nome de Jesus a divindades mitológicas (assim como fizemos nos exemplos acima). Portanto, alegar que a intenção de Jerônimo ao denominar o Salvador de Iesus era compor o nome de Júpiter e Esus não parece ter qualquer fundamento histórico ou lógico.
Da mesma forma, dividir a palavra “IESUS” em duas partes e traduzir cada parte para o hebraico a fim de dar um significado novo à palavra é um artifício sem qualquer fundamento e não prova absolutamente nada. Uma palavra pode ter vários significados em um idioma. Manga, por exemplo, pode significar a fruta produzida pela mangueira e a parte da camisa que cobre os braços. Mas "manga" em outros idiomas tem, obviamente, outros significados. Em japonês, por exemplo, "manga" (pronuncia-se mangá) é revista em quadrinhos (o nosso gibi). Interpretar nomes ou pedaços de nomes em outros idiomas com o objetivo de conseguir atribuir novos significados para o nome original, não parece fazer qualquer sentido, a única coisa que se consegue são resultados absurdos. Poderíamos brincar com alguns nomes dividindo-os em duas partes e traduzindo cada parte para algum outro idioma. Por exemplo, vamos tomar o nome Nilson e dividi-lo e duas partes: Nil (significa “novo” em inglês – escreve-se New e pronuncia-se nil) + Son (significa “filho” em inglês). Nilson significaria, então, "novo filho" ou "o filho mais novo". Podemos dividir o nome Selma e traduzir cada parte para o inglês. Sel significa vender (escreve-se sell, pronuncia-se sel) e Ma é uma forma arcaica na língua inglesa de se referir à mãe. Teríamos, então, o estranho significado de "Mãe à Venda", por exemplo. Se fossemos levar a sério tal manipulação das palavras, jamais comeríamos maionese Hellmans pois Hell, em inglês, significa “Inferno” e Man significa “Homem”. Então a palavra Hellmans poderia ser compreendida como "Homens do Inferno"! Basta ter criatividade, tempo e conhecer alguma língua estrangeira para conseguir outros exemplos absurdos. A experiência nesta brincadeira mostra que quanto menor for o nome (de preferência de duas sílabas) mais fácil será encontrar um significado absurdo ou engraçado para ele através da divisão do nome e tradução de cada parte. Foi desta forma que tomaram o nome de Jesus em latim (IESUS), dividiram-no em duas partes (IE + SUS), e traduziram cada parte para outro idioma, o hebraico, e a partir de então afirmaram que Jesus significa “Deus Cavalo”. No mínimo, uma brincadeira de muito mau gosto.

4. COMO TRADUZIR CORRETAMENTE O NOME DO SALVADOR?
Neste ponto, muitos estão se perguntando qual seria a tradução correta do nome Yehôshua (צשרהי) ou Yeshua (צשי) para a língua portuguesa. Na realidade nomes próprios não se traduzem. Não se traduz Bill Gates (do inglês) para Guilherme Portões em português. Também não se traduz Michael Jackson para Miguel Filho de Jacó. Também é errado simplesmente escrever um nome em português da forma como ouvimos em inglês: “Maicou Djéquisson”, por exemplo, seria uma aberração! O nome deve ser mantido da forma como se escreve no original e, na medida do possível, deve-se manter a pronúncia da língua original.
Então isto significa que quando formos escrever o nome do Salvador devemos simplesmente escrever צשרהי? É lógico que não! Quando a língua original do nome próprio usar um conjunto de caracteres diferente do nosso, então se processa o que chamamos de transliteração. Transliteração é a “tradução” letra por letra (ou fonema por fonema) de um conjunto de caracteres para outro. Idiomas como o inglês, espanhol e italiano usam o mesmo conjunto de caracteres que o português (A, B, C, etc...), portanto não há transliteração entre palavras destes idiomas; mas idiomas como o árabe, japonês e grego usam outros conjuntos de caracteres. Nestes casos utilizamos a transliteração para podermos representar em nosso conjunto de caracteres nomes própria escritos originalmente em outro conjunto de caracteres.
As regras de transliteração não são complicadas. Vamos tomar como exemplo o conjunto de caracteres gregos: α (alfa), β (beta), γ (gama), δ (delta), e assim por diante. Numa transliteração de nomes escritos com caracteres gregos, cada letra grega é substituída por uma letra do conjunto de caracteres latinos. Por exemplo, a letra α (alfa) seria transliterada para a letra “A”, a letra β (beta) seria transliterada para a letra B, e assim por diante.
Como Jerônimo transliterou o nome do Salvador do original grego para o latim? (Sobre o original de o Novo Testamento ter sido escrito em grego, consulte o subtítulo “Novo Testamento em Hebraico ou Grego?”)

No original grego o nome do Salvador está escrito da seguinte forma: Ιησους. Veja nesta figura o trecho de Filipenses 2:11 escrito em grego . O nome do Salvador está em destaque:
Vamos agora transliterar o nome Ιησους para o conjunto de caracteres latinos:
(*) No grego o ditongo ου (ou) pronuncia-se u. (**) Ambas σ e ς são representações válidas da letra grega sigma.

Dai notamos que o nome "Jesus" é resultado da transliteração pura e simples do original grego Ιησους (pronuncia-se Iesus), contradizendo a hipótese de que o nome "Jesus" originou-se através de uma tentativa mal intencionada de Jerônimo no século V.
Para definitivamente remover qualquer dúvida sobre o assunto, basta consultar a versão Septuaginta (LXX), uma tradução do Velho Testamento feita por setenta mestres judeus no segundo século antes de Cristo. Eles traduziram o Velho Testamento do hebraico para o grego a fim de atingir os judeus da dispersão. (Lembre-se que o grego era a língua mais falada no império Romano). Nesta versão o nome de Josué, que em hebraico se escreve Yehôshua (צשרהי), foi transliterado para o grego exatamente da mesma forma que o nome de Jesus no Novo Testamento, ou seja, Ιησουσ (Iesus). (Lembre-se que σ e ς são equivalentes)
Trecho do Livro de Josué 1:10-12 na Septuaginta
Os sábios judeus transliteraram a letra hebraica ש (shin) para a letra grega σ (sigma). A transliteração de "shin" para "sigma" foi feita em outros casos. Veja a tabela abaixo:

Analisando os exemplos acima, podemos perceber que os sábios judeus que traduziram o Velho Testamento para o grego transliteraram a letra hebraica shin (ש) para a letra grega sigma (s). É importante ressaltar que na transliteração de um conjunto de caracteres para outro, nem sempre a pronúncia original é mantida. Isto ocorre porque nem todos os fonemas de um idioma têm representação gráfica e podem ser devidamente pronunciados em outro idioma. Da análise destes fatos concluímos que a forma Ιησους (Iesus ou Jesus) é totalmente adequada para nos referirmos ao nosso Salvador e nada há de blasfêmia colocada por Jerônimo.

5. NOVO TESTAMENTO EM HEBRAICO OU GREGO?
Os defensores da nova luz de Yeshua sabem perfeitamente que a transliteração do nome do Salvador do alfabeto grego para o alfabeto latino é Iesus ou Jesus. Por esta razão argumentam que o Novo Testamento foi originalmente escrito em hebraico e não em grego.
Tal hipótese, no entanto, não é aceita pelos historiadores, arqueólogos, teólogos ou qualquer outra pessoa que conheça a evolução da cultura greco-romana. O aramaico, língua em que Jesus pregou, é derivado do hebraico e era falada apenas em Jerusalém. O grego era a língua mais difundida no Império Romano na época de Cristo. A enciclopédia Barsa diz o seguinte sobre a Bíblia e Novo Testamento:
“Jesus, cuja doutrina e pregação estão contidas nos livros do Novo Testamento, pregara em aramaico, língua em que, certamente, pregaram inicialmente os apóstolos e discípulos. Sua mensagem, entretanto, foi escrita em grego, língua do Oriente helenizado da segunda metade do primeiro século de nossa era. Não era o grego clássico ou ático, mas a língua comum koiné”.
A “Grande Enciclopédia Larousse Cultural”, comentando o verbete “Bíblia”, faz a mesma afirmação:
“O conjunto dos livros cristãos do Novo Testamento, escrito em grego, compreende os Evangelhos (com exceção de Mateus, escrito em Hebraico), os Atos dos apóstolos, as Epístolas de São Paulo, São Tiago, São Pedro, São João e São Judas e o Apocalipse”.
Devemos lembrar que o “hebraico puro” do Velho Testamento não era mais falado pelo povo na época de Cristo. Apenas os doutores da lei dominavam o conhecimento desta língua (assim como alguns padres ainda domina o latim, uma língua morta). É simplesmente inconcebível admitir e defender a hipótese de que Paulo, ao escrever aos Filipenses, Tessalonicenses, Colossenses, Gálatas e Efésios, tenha usado a língua hebraica. Filipos, Tessalônica, Colossos, Galácia e Éfeso eram regiões onde se falava o grego.
Nota: Enciclopédia Barsa, vol. 3, página 123 – Elaborada sob a Supervisão do Editores da Enciclopédia Britânica. Grande Enciclopédia Larousse Cultural, volume 4, página 762.
Muitos anos antes de Cristo, o grego já era a língua mais falada no Império Romano. A dispersão dos Judeus por toda extensão do Império Romano justificou a elaboração da Septuaginta – tradução do Velho Testamento para a língua grega.

6. QUAL É O VERDADEIRO OBJETIVO DESTA “NOVA LUZ”
Por trás de um assunto aparentemente sem importância está oculta uma das mais sutis armadilhas de Satanás. Ao aceitarmos esta “nova luz” sem nenhuma análise ou questionamento, estamos também colocando em dúvida toda a integridade Palavra de Deus. Note que os defensores desta “nova luz”, em geral, afirmam que esta suposta adulteração feita por Jerônimo não foi à única – houve inúmeras, talvez milhares delas em todo o Livro Sagrado, os alegam. A partir daí, passamos a questionar não apenas o nome “Jesus”, mas todo o Livro Sagrado. Porventura este livro conteria mais blasfêmias e adulterações colocadas pelos pais da igreja católica? A Bíblia que temos em nossa mão é digna de confiança ou precisa de alguns acertos?Perceba a forma astuta e sutil através da qual Satanás tenta golpear a Palavra de Deus. Num momento em que o remanescente fiel se agrega para pregar uma reforma espiritual, Satanás sugere uma reforma que supostamente seria a maior e mais importante de todas: A Reforma da Bíblia! “Vamos reformar o que está errado na Bíblia. E que tal se começarmos omitindo o detestável nome de Jesus?”, propõe o inimigo. Em apenas um golpe Satanás tenta ferir seus dois maiores e mais poderosos inimigos: A Palavra de Deus e o Nome de Jesus. Ambos têm muito poder e têm sido um enorme incômodo para o adversário das almas ao longo de séculos.Os conceitos espirituais expressos na Bíblia são eternos; os princípios apresentados neste livro refletem o maravilhoso e perfeito caráter de Deus. No entanto, a linguagem humana é imperfeita e extremamente limitada para expressar tamanha grandeza. Além disso, sempre que uma obra, escrita num determinado contexto cultural e histórico, é traduzida para outro idioma com o objetivo de atingir pessoas que vivem em outro contexto, não há como negar que pode haver prejuízo na facilidade de compreensão. Levando em conta tais considerações, não vamos ser ingênuos a ponto de acreditar que a Bíblia, por si só, escrita em linguagem humana, tem perfeição absoluta. De fato, não tem. Se a linguagem humana é imperfeita, como que a Bíblia, escrita em linguagem humana, seria perfeita? É neste momento que entra a obra do espírito santo. É Ele quem nos ilumina na compreensão da Palavra de Deus e nos torna "perfeitamente habilitados para toda boa obra" . Apesar desta imperfeição decorrente da utilização de linguagem humana e de eventuais dificuldades de compreensão decorrentes da diferença cultural, não podemos afirmar que a Bíblia sofreu milhares de adulterações e contém em si blasfêmias introduzidas por Roma que, caso não sejam reformadas, poderão levar seus leitores à perdição. Isto seria um absurdo! Seria duvidar do poder do espírito santo que inspirou e, ao longo de séculos, preservou Sua Palavra.

Cabe a todos nós o mesmo conselho de Paulo ao jovem Timóteo:
"Como te roguei, quando partia para a Macedônia, que ficasse em Éfeso, para advertires a alguns que não ensinassem doutrina diversa, nem se preocupassem com fábulas ou genealogias intermináveis, pois que produzem antes discussões que edificação para com Deus, que se funda na fé. Mas o fim desta admoestação é o amor que procede de um coração puro, de uma boa consciência, e de uma fé não fingida, das quais coisas alguns se desviaram, e se entregaram a discursos vãos, querendo ser doutores da lei, embora não entendam nem o que dizem nem o que com tanta confiança afirmam." - 1Timóteo 1:3-7

Que as fábulas, mitologias, e novas luzes não nos façam rebaixar aquilo que Deus exaltou:
"Pelo que também Deus O exaltou soberanamente e Lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos Céus, e na Terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai." - Filipenses 2:9-11.

Que cada servo fiel possa glorificar o nome do seu Salvador não apenas em palavras, mas através de atos de fé semelhantes aos de Jesus:
“Pelo que também rogamos sempre por vós, para que o nosso Deus vos faça dignos da sua vocação, e cumpra com poder todo desejo de bondade e toda obra de fé. Para que o nome de nosso Senhor Jesus seja glorificado em vós, e vós nele, segundo a graça de nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo”. - 2TESSALONICENSES 1:11 e 12.




terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A PROMESSA DOS SALVOS

“Sede benditos do Senhor, que fez os céus e a terra. Os céus são os céus do Senhor; mas a terra, o deu aos filhos dos homens” (Salmo 115:15, 16).

Deus criou a terra para que fosse sempre a morada do homem. Nunca foi propósito divino que o céu um dia fosse à habitação do ser humano. Conforme o texto acima citado, o céu pertence ao Eterno Criador, porem a terra Ele deu aos homens.
O homem foi colocado como Rei sobre toda a criação do Altíssimo:
Gênesis 1:26 -> Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.
Gênesis 1:27 -> Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
Gênesis 1:28 -> E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.

No entanto o homem, por causa da desobediência, perdeu todo o domínio que possuía entregando-o ao diabo.
Lucas 4:6 -> Disse-lhe o diabo: Dar-te-ei toda esta autoridade e a glória destes reinos, porque ela me foi entregue, e a dou a quem eu quiser.
Mas o Criador providenciou um meio para que o homem outra vez pudesse possuir o Reino e o domínio que havia perdido. “O salmista Davi orou ao Pai pedindo que o homem viesse a ter domínio outra vez sobre as demais criaturas“.
Salmos 8:6 -> Deste-lhe domínio sobre as obras da tua mão e sob seus pés tudo lhe puseste:
Salmos 8:7 -> ovelhas e bois, todos, e também os animais do campo;
Salmos 8:8 -> as aves do céu, e os peixes do mar, e tudo o que percorre as sendas dos mares.
Por intermédio do perfeito sacrifício do Senhor Jesus Cristo o Messias, o homem voltará a possuir o domínio da qual ele perdeu no Éden! O homem perdeu o domínio do planeta terra, portanto isto hoje constitui a sua herança.
A grande maioria hoje vive uma falsa expectativa de que o justo é quem será levado quando Jesus voltar.
A verdade é que muito em breve, por ocasião da segunda vinda de Cristo, o Pai estabelecerá na terra um governo perfeito. Tendo em vista que o Trono de Jesus é na terra, os justos aqui ficarão e se assentarão com Ele em seu trono para governar as nações.
A expectativa do homem ir um dia morar no céu, certamente não teve suas origens nas promessas de Deus. Pelo contrário, houve alguém que ambicionou “subir ao céu” e “exaltar o seu trono acima das estrelas de Deus”.
Isaías 14:13 Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte.

De acordo com a palavra da profecia este alguém foi o diabo, que ambicionou o Trono de Deus. Portanto não é de se admirar que este tenha injetado na mente dos seres humanos esta crença que acabou se transformando em uma obsessão, ou seja, querer assentar no trono de Deus no céu.
Devemos estar satisfeitos com o que o Pai dos espíritos nos prometeu como herança. Não pode haver maior recompensa para o homem, que tomar posse do domínio que possuía antes do pecado. Se o homem realmente entendesse o que significa ser herdeiro da terra, jamais ficaria tão obcecado com essa idéia de querer ir morar no céu, mesmo porque isto não faz parte dos planos e promessas que o Criador prometeu ao homem. Certamente o que Ele prometeu para o homem é o melhor.

Vejamos os planos, e as promessas de Deus para o homem!

1º Deus não deu o Céu para os homens: “.
(Salmo 115:16) -> Os céus são os céus do SENHOR; mas a terra a deu aos filhos dos homens.

2º O céu é o trono de Deus:
(Atos 7:49) -> O céu é o meu trono, E a terra o estrado dos meus pés. Que casa me edificareis? diz o Senhor, Ou qual é o lugar do meu repouso?.

3º Aqui habitarão os que esperam no Senhor:
(Salmo 37:9) -> Porque os malfeitores serão desarraigados; mas aqueles que esperam no SENHOR herdarão a terra.

4º Os justos herdarão a terra:
(Salmo 37:29) -> Os justos herdarão a terra e habitarão nela para sempre.

5º Jesus e Davi disseram que os mansos herdarão a Terra:
(Mateus 5:5) -> Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra.
(Salmo 37:11) -> Mas os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz”.

6º Os remidos por Cristo aqui reinarão:
(Apocalipse 5:10) -> E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra”

7º Na terra habitarão os eleitos do Senhor:
(Isaias 65:9) -> E produzirei descendência a Jacó, e a Judá um herdeiro que possua os meus montes; e os meus eleitos herdarão a terra e os meus servos habitarão ali.

8º Os justos e sinceros não serão removidos daqui:
(Isaias 65:9) -> Porque os retos habitarão a terra, e os íntegros permanecerão nela. Mas os ímpios serão arrancados da terra, e os aleivosos serão dela exterminados.
(Salmos 37:9) Porque os malfeitores serão desarraigados; mas aqueles que esperam no SENHOR herdarão a terra.

9º A terra é o limite do homem:
(Atos 17:26) -> E de um só fez todas as raças dos homens, para habitarem sobre toda a face da terra, determinando-lhes os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação.

10º O homem é da terra:
(Salmos 10:18) -> Para fazer justiça ao órfão e ao oprimido, a fim de que o homem da terra não prossiga mais em usar da violência.

11º Jesus disse que ninguém poderia segui-lo para o céu:
a) Nem os judeus incrédulos:
(João 7:33, 34) -> Disse-lhes, pois, Jesus: Ainda um pouco de tempo estou convosco, e depois vou para aquele que me enviou. Vós me buscareis, e não me achareis; e onde eu estou, vós não podeis vir.
(João 8:21-23) -> Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Eu retiro-me, e buscar-me-eis, e morrereis no vosso pecado. Para onde eu vou, não podeis vós vir. Diziam, pois, os judeus: Porventura quererá matar-se a si mesmo, pois diz: Para onde eu vou não podeis vir? E dizia-lhes: Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo.

b)Nem Seus próprios discípulos:
(João 13:33) -> Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco”. Vós me buscareis, mas, como tenho dito aos judeus: Para onde eu vou não podeis vós ir; eu vo-lo digo.

12º Jesus ensinou que o reino vem:
(Mateus 6:9, 10) -> Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.

13º Jesus nos prometeu lugar no trono dEle:
(Apocalipse 3:21) -> Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono.” Nota: Hoje Jesus está no trono do Pai e não no dEle!

14º O Reino de Jesus será aqui na terra:
(Mateus 13:41, 42) -> Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniqüidade. E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes.
Nota: Onde estão os causadores de escândalos e o que cometem iniqüidade atualmente? Eles estão poluindo o Reino, pois são Joio. Eles serão removidos do Reino de Jesus, a terra!

15º O Trono de Davi, em Jerusalém, será de Jesus:
(Lucas 1:31-33) -> E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.
(Atos 2:29, 30) -> Homens irmãos, seja-me lícito dizer-vos livremente acerca do patriarca Davi, que ele morreu e foi sepultado, e entre nós está até hoje a sua sepultura”. Sendo, pois, ele profeta, e sabendo que Deus lhe havia prometido com juramento que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o seu trono.

16º Jesus vai ocupar este trono quando voltar:
(Mateus 25:31) -> E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória.

17º Os ímpios é que serão tirado daqui:
(Provérbios 2:22) -> Mas os ímpios serão arrancados da terra, e os aleivosos serão dela exterminados.
(Mateus 13:40) -> Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será na consumação deste mundo.
(Mateus 13:41) -> Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniqüidade.

18º Se aqui será o Reino, aqui está o trono de Jesus:
(Daniel 7:14) -> E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino o único, que não será destruído.

19º O Reino é debaixo dos céus;portanto na Terra:
(Daniel 7:27) -> E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão.

20º Somos trigo ou filhos do reino e aqui ficaremos:
(Mateus 13:38) -> O campo é o mundo; e a boa semente são os filhos do reino; e o joio são os filhos do maligno;
(Mateus 13:30) -> Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; mas, o trigo, ajuntai-o no meu celeiro.

21º O ímpio é joio e ele é que sairá daqui:
(Mateus 15:13) -> Ele, porém, respondendo, disse: Toda a planta, que meu Pai celestial não plantou, será arrancada.

22º Jesus vem para ficar aqui:
(Daniel 2:34) -> Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem auxílio de mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou.
(Daniel 2:35) -> Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como pragana das eiras do estio, e o vento os levou, e não se achou lugar algum para eles; mas a pedra, que feriu a estátua, se tornou grande monte, e encheu toda a terra.
(Daniel 2:44) -> Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre. A pedra volta para o Céu? Não. Antes se torna um grande monte (reino) e enche toda a Terra. É o Reino Milenar Messiânico! “Este reino não passa mais aos homens, mas somente ao Pai.”
(I Coríntios 15:24-28) -> Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força. Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés. Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte. Porque todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas. E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.

23º As moradas de João 14 vem para cá:
(Apocalipse 21:2,3) -> E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo.

Ninguém vai ao Céu para morar na nova Jerusalém, Ela descerá depois do Milênio e então será habitada pelos santos!